Bolsonaro passa mal durante a madrugada, sofre queda em cela da PF e tem traumatismo cranioencefálico leve
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente na madrugada desta terça-feira (6), sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena e teve diagnosticado um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. A informação foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio das redes sociais, e confirmada pouco depois pelo médico do político, o cirurgião Claudio Birolini.
De acordo com o médico, Bolsonaro se sentiu mal enquanto dormia, caiu dentro da cela e bateu a cabeça, o que resultou no TCE leve. O traumatismo cranioencefálico leve é caracterizado como uma lesão cerebral temporária causada por impacto na cabeça, sem danos estruturais graves, frequentemente associado a concussões. Em geral, o quadro apresenta recuperação do estado mental normal em até 24 horas, mas exige acompanhamento médico, pois pode evoluir.
O episódio ocorreu seis dias após Bolsonaro receber alta hospitalar, depois de passar por uma série de procedimentos médicos para tratar uma hérnia inguinal bilateral e um persistente quadro de soluços.
Queda durante a madrugada
Segundo o relato de Michelle Bolsonaro, o ex-presidente, de 70 anos, apresentou uma crise durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, afirmou Michelle em publicação feita ainda pela manhã.
Conforme apuração da TV Globo, Bolsonaro não chegou a acionar os agentes da Polícia Federal logo após a queda. A lesão teria sido identificada apenas no dia seguinte, durante avaliação médica. Após o exame inicial, o médico responsável recomendou que o ex-presidente permanecesse sob observação.
No início da tarde, a Polícia Federal divulgou nota oficial confirmando que houve atendimento médico após a queda registrada durante a madrugada. Segundo a PF, o médico da corporação constatou apenas ferimentos leves e não identificou necessidade imediata de encaminhamento hospitalar, indicando apenas observação clínica.
Posteriormente, a informação foi atualizada, esclarecendo que um eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Michelle Bolsonaro informou ainda que estaria a caminho do hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames complementares no ex-presidente. Até o momento, essa informação não foi confirmada oficialmente pelos órgãos competentes.
Histórico recente de internações
Bolsonaro havia retornado à Superintendência da Polícia Federal na última quinta-feira (1º), após permanecer nove dias internado. Durante esse período, ele passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada na quinta-feira (25), dia de Natal, sem intercorrências.
A hérnia inguinal ocorre quando tecidos do interior do abdômen se deslocam por um ponto enfraquecido da parede muscular abdominal, formando um abaulamento na região da virilha. Quando o problema se manifesta dos dois lados, recebe a denominação de hérnia inguinal bilateral.
Além da cirurgia, a equipe médica avaliou e realizou procedimentos para tratar um quadro persistente de soluços. No sábado (27), Bolsonaro passou por um bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo. Na segunda-feira (29), foi feito o bloqueio do nervo frênico do lado direito. Já na terça-feira (30), segundo Michelle Bolsonaro, ocorreu uma cirurgia de reforço.
Na quarta-feira (31), o ex-presidente realizou uma endoscopia, quando os médicos constataram a persistência de esofagite e gastrite.
No mesmo dia, a defesa de Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal que ele passasse a cumprir a pena em prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
No primeiro dia do ano, Bolsonaro foi transportado em uma viatura da Polícia Federal do hospital até a sede regional da PF em Brasília, a cerca de dois quilômetros de distância. O trajeto durou aproximadamente seis minutos, com entrada realizada por uma portaria lateral da unidade.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1




