LFCC de Quinze de Novembro reforça acolhimento a pacientes e amplia ações no novembro azul
O Outubro Rosa ficou para trás, o Novembro Azul já tomou conta das campanhas de prevenção, mas em Quinze de Novembro a mensagem central permanece inalterada: todos os dias são dias de cuidar da própria saúde. Com esse compromisso em pauta, o jornalista Fernando Kopper esteve no município para uma entrevista especial com a Liga Feminina de Combate ao Câncer, conversando com a presidente da entidade, Elisângela de Oliveira, e com a diretora social, Maidi Schneider. A conversa revelou bastidores de um trabalho movido pelo voluntariado, pela solidariedade e, principalmente, pelo acolhimento a quem enfrenta o diagnóstico de câncer.
Elisângela assumiu a presidência em setembro, após anos atuando como voluntária. Ela relatou que a transição ocorreu em um momento intenso, com a chegada do Outubro Rosa e uma série de ações já planejadas. Entre as atividades realizadas, destacou-se o pedágio educativo de 11 de outubro, que distribuiu panfletos informativos sobre prevenção, incentivou a realização de exames e ainda arrecadou contribuições espontâneas. Segundo a presidente, a comunidade de Quinze de Novembro, e até de cidades vizinhas, mostrou novamente que abraça a causa cada vez que a Liga precisa.
A entidade atende atualmente 12 pessoas em tratamento, incluindo homens, um dado que reforça que o cuidado com a saúde não tem gênero e que o estigma em torno da busca por atendimento ainda precisa ser combatido. A Liga demonstra isso promovendo não apenas auxílio material, como cestas básicas, ajuda para exames e aquisição de medicamentos, mas também encontros voltados ao apoio emocional. O primeiro deles contou com palestra do pastor César, que abordou espiritualidade, enfrentamento da doença e estratégias para que voluntários e familiares desenvolvam escuta sensível e apoio afetivo. A ideia é transformar esses encontros em atividades frequentes, aproximando ainda mais os assistidos de uma rede que oferece cuidado integral.
Durante a entrevista, Fernando Kopper destacou um ponto recorrente nas Ligas de Combate ao Câncer: o mito de que voluntárias e diretoria recebem salário. Elisângela reafirmou que todo o trabalho é 100% voluntário e que cada recurso arrecadado é revertido diretamente para os pacientes. Esse esforço se reflete em ações como a Balada Solidária, realizada em 30 de outubro, evento voltado exclusivamente às mulheres, que além de celebrar a vida e promover integração, contribuiu para o fortalecimento das finanças da entidade.
A diretora social, Maidi Schneider, reforçou o compromisso da Liga em ampliar o atendimento e em se manter próxima de cada paciente. Ela destacou iniciativas que vão além do apoio material, como o quarto especial mantido no hospital, equipado com sofás-cama e decoração acolhedora; a distribuição de kits de higiene; doações a unidades de oncologia da região; e a busca por emendas parlamentares que permitam oferecer acompanhamento psicológico, fisioterapia e atividades físicas. Maidi enfatiza que muitos pacientes, ao receber o diagnóstico, enfrentam medo, incerteza e desânimo, e que às vezes é uma conversa simples, um chimarrão e um acolhimento humano que devolvem força e esperança.
A Liga também mantém um brechó, que funciona sempre às segundas-feiras à tarde, com peças de roupas doadas pela comunidade a preços simbólicos. A iniciativa gera renda extra e fortalece o vínculo com o município. Doações financeiras e de alimentos também são bem-vindas, sendo que algumas pessoas contribuem mensalmente com valores fixos, o que ajuda a manter a estrutura em funcionamento.
Quem busca auxílio deve apresentar laudo médico comprovando o diagnóstico oncológico, além dos documentos necessários para o cadastro. O atendimento é contínuo enquanto durar o tratamento, com atualizações periódicas. Assim que o paciente recebe alta, o benefício é encerrado, liberando espaço e recursos para novos atendimentos.
No encerramento da entrevista, Elisângela e Maidi reforçaram que voluntários são sempre bem-vindos e que a Liga precisa constantemente de novos colaboradores dispostos a contribuir com o trabalho. A entidade é ligada à Liga Estadual e segue critérios rigorosos de organização, transparência e prestação de contas, algo que reforça sua credibilidade junto à população.
A mensagem deixada pelas dirigentes é clara: ninguém enfrenta o câncer sozinho. Em Quinze de Novembro, quem recebe um diagnóstico encontra portas abertas, ouvido atento e mãos estendidas. E para quem deseja ajudar, o convite está sempre feito, seja doando, colaborando nos eventos, tornando-se voluntário ou simplesmente divulgando o trabalho que transforma vidas.
O jornalista Fernando Kopper agradeceu a recepção e reiterou que os microfones da Rádio Planetário seguem à disposição para divulgar o trabalho da Liga Feminina de Combate ao Câncer. Depois de uma tarde marcada por relatos emocionantes e ações concretas de solidariedade, ele retornou à redação com ainda mais convicção sobre a importância desse trabalho no cotidiano da comunidade.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper




