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Aprovado projeto que torna Patrulha Maria da Penha política pública permanente no Rio Grande do Sul

Aprovado projeto que torna Patrulha Maria da Penha política pública permanente no Rio Grande do Sul
10.03.2026 16h02  /  Postado por: Jornalismo

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o projeto de lei de autoria do deputado estadual Capitão Martim (Republicanos) que transforma a Patrulha Maria da Penha em política pública permanente no Estado. A medida busca garantir a continuidade e o fortalecimento do programa de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, independentemente de mudanças de governo.

Segundo o parlamentar, a iniciativa foi apresentada para evitar que políticas públicas que já demonstraram eficiência sejam alteradas ou extintas por divergências ideológicas ou decisões administrativas. A proposta assegura que o programa continue funcionando de forma estruturada, com acompanhamento das vítimas e fiscalização do cumprimento das medidas protetivas.

O deputado citou um exemplo histórico para alertar sobre o risco de descontinuidade de políticas públicas bem-sucedidas. Martim mencionou a tentativa do governo de Olívio Dutra, do PT, de acabar com o Colégio Tiradentes ao desvincular a instituição da Brigada Militar. Para o parlamentar, episódios como esse demonstram que programas importantes precisam estar protegidos por lei para garantir sua continuidade

“Queremos assegurar que a Patrulha Maria da Penha seja uma política pública permanente, sem risco de ser interrompida. A proteção das mulheres não pode depender de mandatos ou de decisões pontuais de gestão”, afirmou o deputado.

Atualmente mantida pela Brigada Militar, a Patrulha Maria da Penha realiza visitas periódicas às vítimas, monitora situações de risco e fiscaliza o cumprimento das medidas protetivas impostas pela Justiça. O projeto também prevê o fortalecimento de parcerias com órgãos de segurança e do sistema de Justiça, além de priorizar o atendimento por policiais mulheres capacitadas, garantindo um acolhimento mais humanizado.

Para Martim, a aprovação da proposta representa um passo importante para ampliar a rede de proteção às mulheres. “Onde há patrulha, há prevenção. Onde não há, a vulnerabilidade aumenta. Nosso objetivo é garantir que essa política continue salvando vidas e se expanda para todo o Rio Grande do Sul”, destacou.

Com a aprovação na Assembleia, a iniciativa consolida a Patrulha Maria da Penha como uma política pública permanente no Estado, reforçando a estrutura de proteção e acompanhamento das mulheres vítimas de violência.

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