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Deflação de insumos para produção de leite atinge 0,95% em outubro no RS, aponta Farsul

Deflação de insumos para produção de leite atinge 0,95% em outubro no RS, aponta Farsul
04.12.2025 14h38  /  Postado por: villaadriano

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) encerrou o mês de outubro com deflação de 0,95%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (03/12). O resultado reflete uma queda generalizada nos principais componentes da cesta que compõe o indicador, especialmente nos itens ligados à alimentação e aos fertilizantes.

Segundo a análise, houve recuo nos preços da soja e do milho, além de reduções de 0,5% na silagem e 0,6% nos concentrados. O destaque, entretanto, ficou por conta dos fertilizantes, que apresentaram queda expressiva de 4%. Esse movimento foi impulsionado pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, fator que impacta diretamente o custo de importação dos insumos agrícolas.

A energia elétrica também registrou leve redução de 0,03%, encerrando um ciclo de sete meses consecutivos de altas. Por outro lado, o preço dos combustíveis subiu 1,7%, influenciado pelo aumento recente no valor da gasolina. Mesmo assim, essa alta não foi suficiente para alterar o quadro geral de deflação do índice no período.

No acumulado do ano, o ILC registra deflação de 4,2%, movimento alinhado ao comportamento do IPA-DI, da Fundação Getulio Vargas, que aponta queda de 3,53%. A estreita correlação entre ambos reforça o cenário de arrefecimento dos preços no atacado e dos insumos do setor agropecuário. Nos últimos 12 meses, o ILC apresenta variação acumulada positiva de 2,05%.

A decomposição da cesta mostra reduções significativas em itens fundamentais da estrutura de custos da atividade leiteira, como fertilizantes (-1,5%), silagem (-9,5%) e concentrado (-6,4%). Apesar disso, alguns componentes seguem pressionando o indicador, como o sal mineral, que subiu 10,5%, e a energia elétrica, que ainda acumula alta de 26,7% no período.

Diante desse cenário, a projeção da Farsul indica uma tendência de moderação inflacionária, com possibilidade de leituras negativas no acumulado em 12 meses já a partir de novembro. Ainda assim, o momento permanece desafiador para o produtor, já que os preços recebidos pelo leite têm recuado em ritmo maior que a queda dos custos, comprimindo margens e dificultando a percepção de alívio financeiro no curto prazo.

Para novembro, o relatório aponta possíveis altas nos preços do milho e da soja, fatores que podem reacelerar o componente alimentação no próximo levantamento. Em contrapartida, a desvalorização recente do dólar e a queda das cotações internacionais do petróleo tendem a manter pressão baixista sobre fertilizantes e combustíveis, influenciando o comportamento do índice nos próximos meses.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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