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Ausência paterna marca registro de quase 1,7 milhão de crianças no Brasil

Ausência paterna marca registro de quase 1,7 milhão de crianças no Brasil
10.08.2026 09h45  /  Postado por: rodrigosiga007

Quase 1,7 milhão de crianças foram registradas apenas com o nome da mãe no Brasil nos últimos dez anos. O levantamento, divulgado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), considera os registros realizados entre julho de 2016 e julho de 2026.

O assunto foi abordado na manhã desta segunda-feira (10), no programa Giro da Notícia, da Rádio Planetário, em alusão ao Dia dos Pais, celebrado no último domingo (9). Os números chamam a atenção para a realidade de milhares de famílias e para a importância do reconhecimento da paternidade.

Segundo os dados, somente nos últimos cinco anos, a média foi de aproximadamente 175 mil crianças por ano registradas sem a identificação do pai na certidão de nascimento. Até o final de julho deste ano, mais de 112 mil registros já estavam nessa situação.

A reportagem também apresentou o relato de Rosângela Costa, que está prestes a completar 50 anos e ainda não possui o nome do pai em seus documentos. Segundo ela, o pai está vivo, mas não esteve presente em seu registro de nascimento.

Rosângela afirma que gostaria de fazer um novo registro e incluir o nome do pai na documentação. Para ela, a ausência do nome paterno gera tristeza, especialmente por saber que o pai está vivo.

Apesar do número elevado de registros sem o nome do pai, também cresce a quantidade de homens que procuram espontaneamente os cartórios para reconhecer a paternidade. Entre 2021 e julho de 2026, mais de 193 mil brasileiros tiveram a paternidade oficialmente reconhecida.

De acordo com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, o movimento pode fazer de 2026 o ano com o maior número de reconhecimentos voluntários de paternidade da história recente.

Os dados reforçam que o reconhecimento da paternidade vai além de uma informação na certidão de nascimento. Para muitas crianças e adultos, ter a filiação oficialmente registrada representa o reconhecimento de um vínculo e o direito à própria história familiar.

A abordagem realizada no Giro da Notícia aproveitou a passagem do Dia dos Pais para trazer à tona uma realidade que ainda faz parte da vida de milhões de brasileiros, ao mesmo tempo em que destaca o crescimento dos reconhecimentos voluntários de paternidade.

Confira o podcast completo:

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