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UTI Neonatal é fechada após infecção por bactéria resistente e morte de prematuro em Porto Alegre

UTI Neonatal é fechada após infecção por bactéria resistente e morte de prematuro em Porto Alegre
22.04.2026 06h35  /  Postado por: Jornalismo

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, foi temporariamente interditada após a confirmação da presença da bactéria Acinetobacter baumannii, conhecida por sua alta resistência a antibióticos. A medida foi adotada como forma de conter a disseminação do microrganismo dentro da unidade.

De acordo com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela administração do hospital, havia 34 pacientes internados na UTI Neonatal no momento da identificação do foco infeccioso. Desses, quatro recém-nascidos testaram positivo para a bactéria. Um dos bebês, em condição de prematuridade extrema, não resistiu e morreu.

Em comunicado, o GHC informou que notificou imediatamente os órgãos de vigilância sanitária e demais instâncias de controle. A área afetada foi isolada, com restrição total de circulação, e protocolos de contenção foram implementados para evitar novos casos.

Ainda segundo a instituição, o recém-nascido que morreu apresentava quadro clínico considerado grave desde o nascimento, decorrente de um parto de alto risco e das complicações associadas à prematuridade. Os outros três bebês diagnosticados com a infecção permanecem internados, sob acompanhamento de uma equipe dedicada, em regime de isolamento. O estado de saúde deles é estável.

Apesar da interdição da UTI Neonatal, os demais serviços do hospital seguem funcionando normalmente. O GHC afirma que mantém o atendimento a pacientes e gestantes, seguindo orientações dos órgãos reguladores, com o objetivo de evitar desassistência ou exposição a riscos.

A instituição também informou que os protocolos assistenciais estão sendo monitorados por centrais de regulação, que podem encaminhar casos mais graves para outras unidades de saúde, caso necessário.

A bactéria identificada no hospital é considerada um dos principais desafios no ambiente hospitalar devido à sua resistência a múltiplos medicamentos. A Organização Mundial da Saúde já incluiu o microrganismo na lista de patógenos prioritários para o desenvolvimento de novos antibióticos, em razão do risco que representa, especialmente para pacientes em estado crítico.

Fonte: O Sul

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