Plano Safra da Agricultura Familiar injeta R$ 30,7 bilhões no RS e fortalece produção de alimentos
A retomada do Plano Safra da Agricultura Familiar pelo Governo do Brasil, a partir da safra 2023/2024, já apresenta resultados expressivos no Rio Grande do Sul. Desde então, agricultores familiares gaúchos contrataram R$ 30,7 bilhões em crédito rural, com juros subsidiados, destinados ao fortalecimento da produção de alimentos saudáveis consumidos pelas famílias do estado e de todo o país. Os números evidenciam a dimensão do programa: até o momento, já foram firmados cerca de 430 mil contratos de crédito rural no território gaúcho, considerando que a safra 2025/2026 se estende até o dia 30 de junho.
No cenário nacional, o impacto do Plano Safra da Agricultura Familiar também é significativo. Entre os anos de 2023 e 2025, mais de 2 milhões de agricultores familiares acessaram linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal instrumento de financiamento previsto no plano. Os recursos permitiram investimentos em custeio, infraestrutura, modernização da produção e ampliação da oferta de alimentos básicos para o mercado interno.
Além dos volumes recordes de financiamento, o Governo do Brasil promoveu mudanças estruturais no crédito rural voltado à agricultura familiar. Entre as principais medidas estão a redução das taxas de juros para a produção de alimentos, a criação de linhas específicas para mulheres rurais e jovens agricultores, incentivos à irrigação sustentável e apoio direto à transição agroecológica. Essas políticas contribuíram para ampliar a diversificação produtiva no campo e fortalecer cadeias estratégicas para a segurança alimentar.
Os reflexos dessas ações aparecem nos números de contratos firmados para diferentes atividades. Houve crescimento expressivo no financiamento para o cultivo de feijão, com alta de 92%, arroz, com aumento de 30%, e leite, que registrou crescimento de 26%. Também se destacam os contratos voltados à produção de pescados, com avanço de 26%, e à criação de bovinos, que teve expansão de 107%. O cenário aponta para maior geração de renda no meio rural e ampliação da oferta de alimentos de qualidade para a população brasileira.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o fortalecimento da agricultura familiar teve impacto direto na economia e na segurança alimentar do país. Segundo ele, o apoio governamental foi determinante para a redução histórica nos preços dos alimentos e para a saída do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025. “Nós diferenciamos os juros para esses alimentos que vão para a mesa do povo brasileiro. E foi um sucesso porque tivemos queda dos preços dos produtos nas feiras e supermercados”, afirmou o ministro.
Paulo Teixeira também destacou o papel das políticas de compras públicas como complemento ao crédito rural. Entre elas estão o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que garantem mercado para a produção da agricultura familiar e contribuem para o combate à insegurança alimentar. “O PAA compra alimentos da agricultura familiar e doa para regiões onde há insegurança alimentar ou para entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade”, explicou.
Com investimentos robustos, juros mais baixos e ampliação das políticas públicas de apoio, o Plano Safra da Agricultura Familiar consolida-se como um dos principais instrumentos de estímulo ao desenvolvimento rural sustentável, ao fortalecimento da economia local e à garantia de alimento saudável e acessível para a população brasileira.




