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Tenente Sabrina Ribas detalha monitoramento climático, novos radares e alertas da Defesa Civil do RS

Tenente Sabrina Ribas detalha monitoramento climático, novos radares e alertas da Defesa Civil do RS
27.01.2026 09h55  /  Postado por: villaadriano

Na manhã desta terça-feira, 27 de janeiro, o programa Giro da Notícia, da Rádio Planetário, levou ao ar uma entrevista aprofundada sobre os desafios climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul. O comunicador Rodrigo Oliveira conversou com a tenente Sabrina Ribas, coordenadora de Comunicação Social da Casa Militar – Subchefia de Proteção e Defesa Civil do Estado, que detalhou o trabalho permanente de monitoramento, os avanços tecnológicos recentes e a necessidade de mudança de comportamento da população diante do aumento de eventos climáticos extremos.

Durante a entrevista, a tenente explicou que a Defesa Civil estadual é responsável pelo monitoramento hidrometeorológico contínuo, acompanhando, 24 horas por dia e sete dias por semana, as condições atmosféricas, o volume de chuvas e os impactos diretos nos rios e bacias hidrográficas do Estado. Segundo ela, o Rio Grande do Sul registrou, no final de 2024, diversos desastres associados a vendavais, granizo e até tornados, especialmente na região da Serra. Embora esses fenômenos sempre tenham existido, Ribas destacou que muitos deles não eram devidamente registrados no passado ou não chegavam ao conhecimento da população com a mesma rapidez que hoje.

A coordenadora ressaltou que, apesar do alto potencial destrutivo de eventos como os tornados observados recentemente, os danos humanos foram reduzidos graças à emissão de alertas prévios e à atuação integrada dos órgãos de resposta. “O nosso principal objetivo é sempre evitar perdas humanas”, frisou, ao destacar a importância da antecipação das informações e da orientação correta à população.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o investimento em tecnologia para aprimorar a previsão e o monitoramento climático. A tenente lembrou que, mesmo antes da grande inundação que atingiu o Estado em 2024, já estava em andamento a contratação de um radar meteorológico, que entrou em operação em setembro daquele ano, em Porto Alegre. Esse equipamento permite o acompanhamento da atmosfera em tempo real, com raio de alcance de aproximadamente 150 quilômetros, possibilitando a identificação rápida de tempestades severas, como as que provocaram granizo em regiões do Norte do Estado, incluindo Erechim e Frederico Westphalen.

Além disso, Ribas anunciou que o governo estadual já assinou contrato para a instalação de mais três radares meteorológicos, que garantirão cobertura total do território gaúcho. Os novos equipamentos serão instalados nas regiões Oeste, Sul e na Serra, ampliando o alcance e a precisão do monitoramento. Paralelamente, está em andamento a implantação de 130 estações meteorológicas e hidrológicas em todas as 25 bacias hidrográficas do Estado. Até o momento, cerca de 64% dessas estações já foram instaladas. Os dados coletados, como nível dos rios, volume de chuva, temperatura e velocidade do vento, serão disponibilizados em tempo real ao público, por meio do sistema da Agência Nacional de Águas.

Ao abordar a relação entre aumento das temperaturas e a intensificação dos temporais, a tenente Sabrina Ribas destacou que o conhecimento popular muitas vezes se confirma, mas alertou que as mudanças climáticas vêm alterando padrões conhecidos. Segundo ela, é fundamental que a sociedade compreenda que as ações humanas também contribuem para esses impactos, seja pelo descarte inadequado de resíduos, pelo consumo excessivo de combustíveis ou pela falta de educação ambiental. “Todos nós precisamos refletir sobre o quanto estamos contribuindo para esse cenário”, afirmou.

Outro tema de destaque foi o sistema de alertas à população. A tenente reforçou a importância do cadastro para recebimento de alertas por SMS, por meio do envio do CEP para o número 40199, e explicou o funcionamento do Alerta Cell Broadcast, utilizado apenas em situações severas ou extremas. Esse sistema envia mensagens automáticas para todos os celulares 4G e 5G ativos em uma área de risco, mesmo que não estejam cadastrados ou estejam no modo silencioso. O alerta se sobrepõe a qualquer aplicativo em uso e emite sinal sonoro, garantindo que a informação chegue rapidamente ao cidadão e permita a adoção imediata de medidas de autoproteção.

Na parte final da entrevista, a conversa se voltou às comunidades que vivem em áreas de risco, especialmente às margens de rios e arroios, como ocorre em Espumoso, às margens do rio Jacuí. A coordenadora enfatizou que o protagonismo das ações de proteção e defesa civil é dos municípios, por meio dos planos de contingência, que devem identificar áreas suscetíveis a inundações e deslizamentos e definir medidas preventivas, como remoções antecipadas e organização de abrigos. Ribas alertou que esses planos não podem ser apenas documentos guardados, mas instrumentos vivos, conhecidos pela população.

Ela também reforçou a necessidade de a população seguir as orientações da Defesa Civil, lembrando que muitas mortes ainda ocorrem por comportamentos de risco, como atravessar áreas alagadas ou pontilhões durante cheias. “Nós precisamos repetir essas orientações porque as pessoas continuam se expondo e continuam morrendo”, afirmou, destacando que reduzir danos humanos é a prioridade absoluta do sistema de proteção e defesa civil.

Ao encerrar, a tenente destacou os esforços de capacitação dos municípios, lembrando que, no último ano, 67% das cidades participaram de cursos gratuitos para coordenadores municipais de Defesa Civil. Para 2025, a meta é ampliar essa capacitação, fortalecer a elaboração dos planos de contingência e envolver cada vez mais secretarias e a comunidade. “Defesa Civil somos todos nós, mas isso precisa se traduzir em ação concreta e preparação”, concluiu.

A entrevista foi encerrada com agradecimentos do apresentador Rodrigo Oliveira e a reafirmação, por parte da Defesa Civil do Estado, de que o órgão permanece à disposição da população da região de Espumoso e de todo o Rio Grande do Sul.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Reportagem: Repórter Rodrigo Oliveira

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