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Capão do Leão sedia coletiva da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e debate cenário da orizicultura

Capão do Leão sedia coletiva da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e debate cenário da orizicultura
26.01.2026 13h34  /  Postado por: villaadriano

A sede da Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, recebeu nesta segunda-feira (26) a coletiva de imprensa de lançamento da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas. O encontro apresentou os principais pontos da programação do evento, que ocorre de 24 a 26 de fevereiro, e promoveu um amplo debate sobre o cenário atual e as perspectivas da orizicultura no Rio Grande do Sul e no país.

A coletiva foi aberta pelo chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, que destacou o caráter contínuo da Abertura Oficial da Colheita, realizada de forma ininterrupta ao longo dos anos, inclusive durante o período da pandemia. “Já estamos na oitava edição consecutiva aqui na estação da Embrapa Clima Temperado”, afirmou. Dutra também informou que está em andamento um processo de formalização para que o evento permaneça em Capão do Leão pelos próximos 10 anos, o que deve facilitar a organização logística e a consolidação da estrutura das vitrines de lavouras.

A expectativa da organização é superar os 20 mil visitantes ao longo dos três dias de programação. Segundo Dutra, a edição deste ano contará com uma ampliação significativa da área do evento, reunindo 230 expositores. A Feira da Agricultura Familiar terá a participação de 20 expositores, número três vezes maior do que o registrado em 2024.

O diretor técnico do Senar no Rio Grande do Sul, Cláudio Rocha, ressaltou que a programação acontece em um momento delicado para o setor produtivo. “Precisamos buscar alternativas, e muitas delas certamente estarão em debate aqui. É nesses momentos que surgem oportunidades”, afirmou, reforçando o papel do Senar no apoio aos produtores e na discussão dos desafios enfrentados pela atividade agrícola.

Já o vice-presidente da Farsul, Fernando Rechsteiner, chamou atenção para a importância da diversificação, tanto na rotação de culturas quanto na abertura de novos mercados. “O aumento da eficiência produtiva sem a diversificação de mercados pode levar à redução de área plantada”, observou. Ele destacou que cerca de 30% do milho produzido no Brasil já é destinado à produção de etanol e defendeu a ampliação de alternativas para o arroz.

Conforme Rechsteiner, a viabilidade do uso do arroz para a produção de etanol será tema de uma reunião da câmara setorial nacional do arroz durante o evento. “Estamos fazendo campanhas de consumo, mas isso não é suficiente. Precisamos encontrar novos destinos para o arroz”, ressaltou.

O coordenador regional do Irga Zona Sul, Igor Kohls, enfatizou o perfil tecnológico da Abertura Oficial da Colheita. Segundo ele, o evento se consolidou como um espaço de inovação no setor. “As principais novidades em máquinas, insumos e sistemas produtivos estão presentes, permitindo que o produtor avalie a eficiência das tecnologias nas vitrines”, afirmou. Kohls destacou ainda que esse perfil tecnológico tem contribuído para o crescimento contínuo do público ao longo das edições.

O prefeito de Capão do Leão, Vilmar Schmitt, também participou da coletiva e abordou as dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola. “Precisamos ter um norte claro para saber onde queremos e precisamos chegar”, disse, defendendo o fortalecimento das parcerias entre o município e as entidades ligadas ao agronegócio.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, destacou que o tema da edição deste ano é “Cenário atual e perspectivas – Conectando campo e mercado”. Segundo ele, a proposta do evento vai além da apresentação de tecnologias. “Precisamos analisar as conjunturas. Os cenários mudam e exigem preparação do produtor para enfrentar novas realidades”, afirmou.

Nunes também abordou a abertura de mercado a partir do acordo com a União Europeia, destacando a possibilidade de exportação de 60 mil toneladas de arroz. “O processo prevê seis etapas até a liberação total, mas acreditamos que, à medida que o mercado europeu conheça nosso produto, o consumo tende a crescer, especialmente pelo investimento em produtividade, qualidade e sustentabilidade”, concluiu.

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz contará com uma área total de 30 hectares, expectativa de público de 21 mil pessoas, representantes de 17 países e de 18 estados brasileiros. O evento terá 35 lavouras nas vitrines tecnológicas, com cerca de 50 empresas expondo produtos e soluções para o setor. O encerramento da programação será marcado por um ato simbólico de colheita na Lavoura Breno Prates.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Fonte: Agrolink

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