MP-RS denuncia 17 pessoas por organização criminosa e pede afastamento de três policiais penais
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), denunciou 17 pessoas por envolvimento em uma organização criminosa com atuação dentro do sistema prisional gaúcho. Entre os denunciados estão três policiais penais, para os quais o MP requereu à Justiça o afastamento imediato das funções públicas, além da perda do cargo.
A denúncia foi apresentada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelos promotores de Justiça Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes, e decorre das investigações da Operação Madrinha, deflagrada em dezembro do ano passado. Conforme o Ministério Público, o grupo é acusado da prática de diversos crimes, entre eles organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, favorecimento real qualificado, falsidade ideológica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
De acordo com as investigações, os denunciados integravam um esquema estruturado e permanente voltado a facilitar a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos em estabelecimentos prisionais do Rio Grande do Sul. Além disso, o grupo também atuava para permitir a circulação de pessoas não autorizadas no interior das unidades prisionais, burlando os controles de segurança.
O MP-RS aponta que as ações criminosas ocorriam com a participação direta de integrantes da organização criminosa e com a colaboração de servidores públicos, o que teria sido fundamental para o funcionamento do esquema. No caso dos policiais penais denunciados, a acusação sustenta que eles atuavam para garantir vantagens indevidas ao grupo criminoso, inclusive por meio da inserção de dados falsos nos sistemas de controle e monitoramento penitenciário.
Com a denúncia, o Ministério Público busca não apenas a responsabilização criminal dos envolvidos, mas também medidas cautelares para interromper a atuação do grupo, preservar a ordem no sistema prisional e resguardar a credibilidade das instituições públicas. O caso agora segue para análise do Poder Judiciário, que irá decidir sobre o recebimento da denúncia e os pedidos formulados pelo MP.




