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Dr. Carlos Mânica alerta para aumento de otites de verão e problemas respiratórios

Dr. Carlos Mânica alerta para aumento de otites de verão e problemas respiratórios
12.12.2025 07h30  /  Postado por: villaadriano

Na manhã desta quinta-feira, 11 de dezembro, o programa Giro da Notícia, da Rádio Planetário, abriu espaço para uma conversa extensa, informativa e esclarecedora com o médico Carlos Mânica, otorrinolaringologista da Clínica Mânica, que há três décadas atua em Espumoso. A entrevista, conduzida pelo comunicador Rodrigo Oliveira, trouxe ao público da região uma série de orientações fundamentais sobre saúde auditiva e distúrbios do sono, temas que ganham relevância com a chegada do verão e o aumento das temperaturas.

Logo no início do bate-papo, o especialista destacou que dezembro marca o período de maior incidência das chamadas “otites de verão”, infecções que se intensificam quando as pessoas passam a frequentar piscinas, rios, praias e clubes aquáticos. Segundo ele, o calor, o suor e o contato mais constante com água criam um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias, levando a um aumento expressivo dos atendimentos no consultório. “De cada dez pacientes que chegam nesse período, seis ou sete vêm com algum tipo de problema no ouvido”, relatou.

O médico reforçou um alerta importante: a falta de cuidados pode transformar um quadro aparentemente simples em complicações sérias, com risco de lesões no tímpano e prejuízos permanentes à audição, especialmente em crianças. Segundo ele, muitos episódios começam com a entrada de água no ouvido, que se mistura com a cera acumulada, criando um “terreno perfeito” para infecções dolorosas que, em alguns casos, chegam a estragar o período de férias dos pacientes.

A conversa evoluiu para uma das dúvidas mais frequentes entre os ouvintes: o uso do cotonete. De forma clara, o médico explicou por que o item, apesar de tão popular, é um risco para o ouvido. A haste, por causa da ponta grossa, empurra a cera para dentro em vez de removê-la, provocando acúmulo e, muitas vezes, inflamações. Segundo ele, as embalagens dos próprios produtos já alertam que seu uso deve se restringir à parte externa do ouvido, apenas para secar ou limpar as dobras visíveis. “O ideal após o banho é usar apenas a toalha enrolada no dedo, até onde alcançar. A partir disso, só o especialista deve mexer”, reforçou.

O médico também alertou para situações mais incomuns, mas que acontecem com frequência nesta época do ano: a entrada de insetos no ouvido. Mosquitos e pequenas borboletas são atraídos pela luz e podem cair no ouvido à noite. Em casos mais graves, pessoas com infecções que apresentam secreção acabam atraindo moscas varejeiras, que podem depositar larvas. “Todo verão atendo dois ou três casos assim. Por isso, quem tem ouvido vazando deve redobrar os cuidados”, explicou.

Depois das orientações sobre saúde auditiva, o programa avançou para o segundo tema da entrevista: o aumento das queixas de ronco e apneia do sono. Mânica destacou que muitas pessoas não percebem o problema durante a noite, mas os sintomas repercutem no dia seguinte, causando irritação, cansaço constante, falta de concentração e queda na qualidade de vida. O médico explicou de forma didática o impacto da apneia, as pausas respiratórias que podem durar até 30 segundos, e como elas provocam aumento do gás carbônico no sangue, interferindo no funcionamento do cérebro e podendo, a longo prazo, levar até a quadros de demência.

Ele comparou o papel do sono a uma loja após o expediente: “Durante o dia entra gente, mexe, bagunça; à noite, tudo é reorganizado para o próximo dia. Nosso sono faz isso com o corpo e com a mente. Sem esse processo, a pessoa simplesmente não recupera suas energias.”

O ronco, explicou o especialista, não é uma doença isolada, mas um sintoma. Entre as causas estão rinite alérgica, sinusite crônica, desvio de septo, hipertrofia de amígdalas e adenoides, além de obstruções nasais diversas. Ele alertou para a procura precoce de aparelhos e dispositivos caros, muitas vezes adquiridos sem investigação adequada. “Antes de investir em equipamentos, é fundamental diagnosticar a origem do problema. Alguns casos se resolvem com medicação; outros, com cirurgia. Mas não existe solução única para todos.”

Ao longo da entrevista, Dr. Carlos Mânica manteve um diálogo acessível, repleto de exemplos, explicações práticas e orientações que reforçaram a importância da prevenção, tanto no cuidado com o ouvido quanto no acompanhamento de distúrbios respiratórios durante o sono.

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