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Infectologista diz: “É um vírus muito mais agressivo”

Infectologista diz: “É um vírus muito mais agressivo”
12.03.2021 16h41  /  Postado por: Tânia Diehl

Para o infectologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, André Luiz Machado, o cenário atual das instituições de saúde, que enfrentam o pior momento da pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul, é reflexo do relaxamento das medidas de prevenção por parte da sociedade. Segundo o médico, o aumento do número de casos e de mortes pela covid-19 e a nova variante do vírus representa maior risco à população.
A variante ocasiona uma nova apresentação clínica de uma mesma doença, que tem muito mais infectividade e uma transmissão maior devido à carga mais elevada do vírus no trato respiratório, explicou Machado. Segundo ele, os atuais pacientes estão apresentando quadros mais sintomáticos e duradouros da doença:
— Percebo que o tempo de doença é muito maior, a febre é mais prolongada, a tosse é mais prolongada, e a doença viral mais prolongada acaba muitas vezes facilitando a sobreposição de infecções bacterianas também. Então, a gente tem um doente muito mais comprometido, que fica mais tempo com a sua saúde debilitada.
O infectologista salientou que, consequentemente, essas pessoas também acabam ficando mais tempo afastadas de suas atividades e que o tão citado impacto que as medidas de restrição causam na economia pode ser ainda maior se as pessoas não respeitarem o distanciamento e acabarem contraindo a doença.
— É um vírus muito mais agressivo, que causa mais sintomas e que deixa o indivíduo doente por mais tempo, e isso impacta de uma forma negativa inclusive na economia — afirmou.
Em uma análise preliminar da situação nos hospitais, Machado também comentou que é possível que o tempo médio de internação de pacientes com covid-19 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aumente, justamente, pela agressividade da nova variante, que causa um comprometimento pulmonar muito mais significativo. De acordo com o médico, o acometimento causado pela doença tem atingido até mesmo pessoas jovens com boa capacidade e performance pulmonar, fazendo com que elas tenham uma evolução negativa e permaneçam com os sintomas por mais tempo.
Machado relatou ainda que a vacinação é avaliada com cautela pelos profissionais de saúde, considerando que o imunizante não oferece proteção plena, mas principalmente contra as manifestações graves da doença. Ele salientou que os vacinados que eventualmente forem expostos ao vírus podem apresentar quadros leves e mesmo assim transmitir o vírus, por isso, não se pode descuidar das medidas de proteção individual, como uso de máscaras, de protetores oculares e aventais impermeáveis ao examinar e acompanhar pacientes com covid-19:
— No contexto atual da pandemia, onde novas variantes estão circulando pelo país, é muito precoce ainda afirmar que essas vacinas são de fato protetoras ou não. Estudos ainda precisam ser feitos de uma forma mais contundente e com um número maior de indivíduos para avaliar se a estratégia vacinal disponibilizada no Brasil protege contra essas novas variantes.
O médico também defendeu que as estratégias para começar a vacinar a população contra a influenza já deveriam ter se iniciado, já que a doença tem sintomas clínicos muito semelhantes à covid-19. Para ele, deixar a população vulnerável a uma outra doença respiratória de acometimento pulmonar significa aumentar ainda mais o impacto na mortalidade dessas pessoas.

 

Fonte: Gaúcha ZH

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