A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (27) vai além da revelação de supostos desvios de recursos públicos da saúde em Rio Pardo. A vida dos moradores da região foi colocada em risco em pelo menos três oportunidades, expuseram os investigadores. Em uma delas, houve uma falsa desinfecção das ruas contra o coronavírus.
Segundo o apurado na investigação, a prefeitura contratou uma empresa terceirizada para sanitizar vias e locais de aglomeração. No início do dia, usavam devidamente os produtos de limpeza, como contratado. No entanto, quando acabavam, a ordem era seguir com o serviço somente com água, mesmo que assim as ruas não estivessem sendo limpas.
— Uma vez acabado o produto, para ter um ganho político, pessoal e promocional, a administração determinava que o contratante deveria encher de água os tanques, passando pela cidade e iludindo a população — declarou João Beltrame, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em Saúde do Ministério Público, que apoiou a ação.
O mandante da ação, de acordo com os investigadores, era o próprio prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros (PSDB). Ele foi preso temporariamente no âmbito da operação.
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